quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Uma antiga mas nova visão de Pedagogia


Rudolf Steiner, filósofo e um master em Pedagogia. Embora nascido no sec. XIX, concluiu que todo o sistema de ensino tradicional estava errado porque apenas mutilava e condicionava o homem. Acreditava q o papel da escola era o de realçar a criatividade da pessoa, levando-se em conta as individualidades e o tempo próprio de cada um aprender. Infelizmente, ele não foi ou vido. No entanto, existem algumas escolas q utilizam seu método (Waldorf).

O que é a Pedagogia Waldorf?

A Pedagogia Waldorf foi introduzida por Rudolf Steiner em 1919, em Stuttgart, Alemanha, inicialmente em de uma escola para os filhos dos operários da fábrica de cigarros Waldorf-Astória (daí seu nome), a pedido deles. Distinguindo-se desde o início por ideais e métodos pedagógicos até hoje revolucionários, ela cresceu continuamente, com interrupção durante a 2a. guerra mundial, e proibição no leste europeu até o fim dos regimes comunistas. Hoje conta com mais de 1.000 escolas no mundo inteiro (aí excluídos os jardins de infância Waldorf isolados).

As escolas Waldorf sempre foram integradas da 1a à 8a (ou 9a) séries, e até a 12a quando possuem o ensino médio, de 4 anos. Não há repetições de ano, e nem atribuição de notas no sentido usual.

Uma das principais características da Pedagogia Waldorf é o seu embasamento na concepção de desenvolvimento do ser humano introduzida por Rudolf Steiner (veja uma biografia dele). Essa concepção leva em conta as diferentes características das crianças e adolescentes segundo sua idade aproximada. O ensino é dado de acordo com essas características: um mesmo assunto nunca é dado da mesma maneira em idades diferentes.

Ela é uma pedagogia holística em um dos mais amplos sentidos que se pode dar a essa palavra quando aplicada ao ser humano e à sua educação. De fato, ele é encarado do ponto de vista físico, anímico e espiritual, e o desabrochar progressivo desses três constituintes de sua organização é abordado diretamente na pedagogia. Assim, por exemplo, cultiva-se o querer (agir) através da atividade corpórea dos alunos em praticamente quase todas as aulas; o sentir é incentivado por meio de abordagem artística constante em todas as matérias, além de atividades artísticas e artesanais, específicas para cada idade; o pensar vai sendo cultivado paulatinamente desde a imaginação dos contos, lendas e mitos no início da escolaridade, até o pensar abstrato rigorosamente científico no ensino médio. O fato de não se exigir ou cultivar um pensar abstrato, intelectual, muito cedo é uma das características marcantes da pedagogia Waldorf em relação a outros métodos de ensino. Assim, não é recomendado que as crianças aprendam a ler antes de entrar na 1a série. Sobre a necessidade do brincar infantil no jardim-de-infancia, veja-se o artigo "Crisis in the Kindergarten: why Children Need to Play in School" editado pela Alliance for Childhood. Para as caracterizações sucintas do desenvolvimento infantil e juvenil em períodos de 7 anos, os setênios, base fundamental da pedagogia, vejam-se os artigos de Sonia Setzer sobre educação e drogas e o de Sonia Ruella. Como o computador força um pensamento lógico-simbólico, nenhuma escola Waldorf digna desse nome utiliza essa máquina, sob qualquer forma, antes do ensino médio (9a série na seriação Waldorf); ver artigos a respeito.

As escolas Waldorf são totalmente livres do ponto de vista pedagógico, pertencendo em geral a uma associação beneficente sem fins lucrativos. Idealmente, a administração escolar é feita pelos próprios professores (veja-se (texto de Rudolf Steiner a esse respeito). Cada escola é independente da outra: o único que as une é o ideal de concretizar e aperfeiçoar a pedagogia de R.Steiner, visando formar futuros adultos livres, com pensamento individual e criativo, com sensibilidade artística, social e para a natureza, bem como com energia para buscar livremente seus objetivos e cumprir os seus impulsos de realização em sua vida futura. O amor que os professores Waldorf devem desenvolver pelos seus alunos, e o conhecimento profundo que eles adquirem de cada aluno são outras características fundamentais da pedagogia. Por exemplo, idealmente durante os 8 anos do ensino fundamental cada classe tem um único professor que dá todas as matérias principais, isto é, fora artes, artesanato, educação física e línguas estrangeiras (em geral duas, nos 12 anos de escolaridade). No ensino médio há um professor que, durante os 4 anos, assume o papel de tutor da classe. O médico escolar tem nas escolas Waldorf um papel fundamental de apoio médico-pedagógico aos professores, e deve conhecer profundamente a pedagogia.

Nos Estados Unidos, as melhores universidades costumam aceitar com preferência os ex-alunos Waldorf, pois sabem que se trata de jovens diferenciados, com uma vasta cultura, com capacidade de concentração e aprendizado, e alta criatividade. Nesse país, que tanto se caracteriza pela praticidade de seu povo e pela liberdade de ensino, houve nos últimos 30 anos uma explosão de escolas Waldorf, que passam hoje em dia de uma centena.

No Brasil há 25 escolas Waldorf ou de inspiração Waldorf, sendo 4 em S.Paulo (3 com ensino médio). A mais antiga, existente desde 1956, é a Escola Waldorf Rudolf Steiner de São Paulo, que tem cerca de 850 alunos e 75 professores. Agregado a ela há o curso mais antigo de formação de professores Waldorf no Brasil, reconhecido oficialmente.

No Brasil, espera-se que os formados no colegial ainda façam um ano de cursinho para entrarem nos cursos superiores mais concorridos, se bem que tem havido muitos casos de aprovação no vestibular nas melhores universidades, sem cursinho. Em geral, os ex-alunos entram em faculdades de procura média sem necessidade de preparo adicional.


Texto extraído do site de Sociedade Antroposófica: http://www.sab.org.br/pedag-wal/pedag.htm

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O professor de ontem somos nós


A escola assim está boa???
Alguém já ouviu falar em Rudolf Steiner?? Ou do método Waldorf??

Uma breve estorinha:

Um dia ressuscitaram um biólogo, um engenheiro civil e um professor. Todos do século XIX.
O biólogo se assustou quando ouviu falar de biogenética, de clones e de que pessoas estéreis poderiam ter filhos. O engenheiro quase teve um AVC quando foi chamado para ver os Arranha-céus de Manhatan, sem dizer que não entendeu nada quando viu uma planta de casa que incluia aquecedor solar..Agora o professor, ressuscitado, levantou calmamente, colocou seu jaleco, foi para a sala de aula e somente estranhou a caneta bic que estava sob sua mesa.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A moral em Kant

A maioria das pessoas já teve chamado "peso de consciência". Talvez o filósofo alemão Emannuel Kant (1724/1804) possa responder o motivo:
"A razão prática" para Kant é similar à Ética.
Ele denota o conceito de "dever" nas regras morais que só podem consistir na própria forma da lei. "Age sempre de tal maneira que a máxima de tua ação possa ser erigida em regra universal" (primeira regra)..Aliás, ele coloca o Imperativo Categórico: "Cumpre teu dever incondicionalmente". Na segunda regra, o filósofo ressalta que o princípio do dever, não implica em nenhuma "alienação", o que é melhor exposto na terceira regra kantiana. Para se unirem numa justa reciprocidade de direitos e obrigações, os homens só têm que obedecer às exigências de sua própria razão: "Age como se fosses ao mesmo tempo legislador e súdito na república das vontades" (terceira regra) ..
Agora, preste atenção no termo "respeito" na obra do filósofo: Ele é anterior à própria lei..
Percebemos em Kant, que a moral está ligada à consciência e por sua vez, à razão..
O filósofo considera a natureza instintiva humana, por isso determina a necessidade de submissão ao dever, o que não é fácil para o homem, mas, é seu esforço para tanto é necessário para a harmonia social. Em outras palavras, estamos diante da "obrigação moral". Ser "moralmente obrigado" é ter o poder de responder "sim" ou "não" à regra moral, é ter a liberdade de escolher entre o bem e o mal e diante do poder da escolha, nossa responsabilidade aumenta..

Para ler mais, sugiro que vejam o site: http://www.mundodosfilosofos.com.br/kant2.htm

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Anjos do Sol

Gostaria de indicar aqui um filme chamado de "Anjos do sol" do diretor Rudi Lagemann. O filme retrata a velha estrutura da miséria em suas vertentes como a da prostituição infantil.
A miséria material aliada à cultural leva as pessoas a perderem ou a não terem valores mesmos os básicos como o "certo" e o "errado"..
No filme as crianças são vendidas, sofrem cárcere privado, são violadas por uma verdadeira corrente que inclui desde os pais pobres até deputados. Do mais pobre (materialmente falando) ao mais rico, ninguém questiona o "certo" e o "errado" da situação porque acreditam que estão sempre "certos"..
Insisto em dizer que o problema maior é a miséria de valores..
As pessoas estão dando conotação de "certo" à tudo que equivale ao seu próprio bem-estar..
Na verdade, "o certo" moral é aquele que se refere ao bem-estar de todos. Não perceber que alguém está sendo usurpado é uma atitude anti-humana.
Sugiro ainda que leiam a Crítica da Razão Prática de Emmanuel Kant (1781)..

segunda-feira, 20 de julho de 2009

A busca pela história real


Há quem aceite a história exatamente como está nos livros, ou, como alguém, ou algo, narrou.
Há quem não acredite na história exatamente como ela se apresenta, especialmente se as fontes originais, que podem servir para novas consultas, não podem mais ser vistas...
Sabemos que a história é contada por alguém ou algum grupo. Já tivemos certezas de que certas "histórias" não foram relatadas na íntegra, ou, diziam o que Drummond chamava de "meia-verdade"..
Como teremos certeza se a América foi descoberta por Colombo? Se o Brasil foi descoberto em 1.500? Se houve o "Grito do Ipiranga"?
Como um cidadão comum tem acesso à registro e fontes históricas? Alguém já assistiu ao filme "O nome da rosa"?
Os livros podem dissimular? Sim, podem.
Complexo, mas se você pesquisar obras sobre a Guerra do Paraguai, por exemplo, principalmente se ela foi narrada em diferentes épocas, encontrará mais de uma versão histórica para o ocorrido em 1864.
Sem dizer que as vezes outros documentos elucidativos de fatos históricos só são descoberto décadas depois de que a investigação científica foi realizada e publicada.
Todavia, é importante saber, ao menos, quais as fontes de pesquisa ou quem escreveu os relatos históricos assim como a ideologia dos pesquisadores do período citado ou ter a comprovação de cientificidade dos pesquisadores..
Por exemplo, a Carta de Pedro Vaz Caminha ao rei de Portugal existe até hoje e é uma das provas científicas da chegada dos portugueses ao Brasil, no período descrito por eles..
Bem, o interessante é que sempre procuremos mais de uma fonte de pesquisa histórica e autores distintos entre si. É preciso ouvir várias vertentes pois nem sempre existe uniformidade nas informações.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

A história que escreve o que somos. ..

Gostaria de aqui deixar questões que não consigo responder na íntegra, ou, sem levantar dúvidas ainda maiores.
- Quem escreve a história? Quem é o sujeito que escreve?
- Como se dá a produção dos livros de história?
- Como temos certeza da fidelidade dos registros?
- A indústria cinematográfica, os jornais, as mídias são a história? Os livros são a história? Relatos, fotos, documentos são história?
- A história é a verdade? O que fazer com contradições substanciais?
- O que é ignorância? A história é conhecimento?
- Qual a história da história?

terça-feira, 16 de junho de 2009

A gente não quer só comida.

Para Karl Marx o trabalho é o ponto fundamental da humanidade. Já que o homem é um Ser social, então ele se desenvolve socialmente, formando as relações de produção. Doravante, o trabalho pode ser uma atividade “alienante” também, ou seja, uma atividade que não permite ao homem enxergar sua própria realidade. O trabalhador não se enxergar na mercadoria que ele mesmo produziu, ou seja, o trabalhador é separado do produto final de seu trabalho.

Durante a revolução industrial, as máquinas começaram a ocupar lugar de destaque no cerne da humanidade. Os novos instrumentos recém-inventados representavam o avanço e precisava de um “novo trabalhador”. Surge então aquele trabalhador não tanto servil nem escravo, mas assalariado.

E o que é salário?

De forma geral, salário é uma forma de pagamento não por uma mercadoria, mas por serviços prestados à alguém ou à uma corporação..Explicando de outra forma você vende sua força de trabalho, vende sua mão de obra, que inclui parte significante de seu tempo e de sua vida para alguém ou para uma instituição. E aqui reside o problema, desde a Revolução Industrial nunca se conseguiu chegar ao valor dito “justo” por essa compra. Veja, qual seria o valor de seu tempo? Qual seria o valor de sua juventude? Qual seria o valor do tempo deixado de dar aos pais, aos filhos ou à um amor? Qual seria o valor de sua saúde também empregada?
Ao que parece se tratando de salários, nunca haverá justiça.

No entanto, se realmente aprecia o que gosta, trabalha por prazer, por aptidão e não forçado pelas circunstâncias, terá outras apreciações que superam seus ganhos financeiros.

Doravante, para Marx as empresas nunca pagam o valor justo e sobre o que não pagam, conseguem lucro. O que é lucro?

Desse conceito chegaremos ao conceito de “mais-valia”, que é o lucro que vem do produto final, quando já houve as extrações das somas gastas com matéria prima e mão de obra. Existe um lucro ganho sobre o produto produzido e esse não fica com o trabalhador, pois ele já ganha um salário pela sua produção.

A questão principal é que no capitalismo, lucro é a essência. E esse lucro pode romper relações humanas assim como destruir o meio-ambiente. No entanto, desde que vários problemas sociais surgiram, desde que se descobriu que a miséria popular pode acarretar em miséria de uma nação ou de um continente e que todos respiram o mesmo ar, não importa de trabalhador ou empresário, algumas coisas começaram a mudar.

O trabalhador do sec. XXI agora é impelido a estudar e a se sindicalizar. Descobriu pouco a pouco, que trabalhar só para comprar pão é muito pouco e que também precisa de qualidade de vida.

No nosso século, o trabalhador que produz é o mesmo que consome e consome muito nos seus poucos horários de folga.

No entanto, com novas tecnologias surgindo irão ocorrer novas mudanças culturais também. O consumo excessivo tem sido uma equação à ser resolvida, uma vez que ele envolve o planeta. Talvez a idéia capitalista de lucro seja paulatinamente substituída pela idéia de existência.