sábado, 5 de maio de 2007

18 do Forte!


Para quem acredita que o Brasil é caso perdido, motivo de vergonha..tente pesquisar a História dos 18 do Forte de Copacabana.
Eles eram jovens, belos, cultos...e dedicaram suas vidas pelo Brasil.
Não há nada de errado com nossa pátria, exceto a falta de amor por ela.
Realmente, os 18 mereciam um filme sobre eles. Tem gente que não crê que eles de fato existiram, então aqui vai uma das fotos deles.





OS 18 DO FORTE

Dos diversos acontecimentos que marcaram o ano de 1922, o mais famoso ocorreu no Rio de Janeiro, tendo o dia 5 de julho como o ápice do movimento conhecido como "Os 18 do Forte".
Havia no interior do exército forte disposição contra a posse do presidente eleito Artur Bernardes, representante das elites tradicionais, criticado pelos militares. Dois episódios haviam agravado as tensões mesmo antes da eleição: a prisão do Marechal Hermes da Fonseca, então Presidente do Clube Militar, e as "cartas falsas" que teriam sido escritas pelo candidato à presidência Artur Bernardes e endereçadas ao político mineiro e Ministro da Marinha, Dr. Raul Soares - publicadas na imprensa, criticando os militares.
O Forte de Copacabana se revolta no dia 2 de julho. Era comandante do Forte o Capitão Euclides Hermes da Fonseca, filho do Marechal.
O movimento, que deveria se estender para outras unidades militares, acabou se restringindo ao Forte de Copacabana. Apesar das críticas realizadas, a alta oficialidade manteve-se fiel a "ordem" e não aderiu ao movimento, que acabou abortado nas outras guarnições.


Durante toda manhã do dia 5 o Forte de Copacabana sustentou fogo cerrado. Diversas casas foram atingidas na trajetória dos tiros até os alvos distantes, matando dezenas de pessoas. Eram 301 revolucionários - oficiais e civis voluntários - enfrentando as forças legalistas, representadas pelos batalhões do I Exército. A certa altura dos acontecimentos, Euclides Hermes e Siqueira Campos sugeriram que os que quisessem, abandonassem o forte: restaram 29 combatentes. Por estarem acuados, o Capitão Euclides Hermes saiu da fortaleza para negociar e acabou preso. Os 28 que permaneceram, decidiram então "resistir até a morte", A Bandeira do Forte é arriada e rasgada em 28 pedaços, partindo depois em marcha pela Avenida Atlântica rumo ao Leme. Durante os tiroteios, dez deles dispersaram pelo meio do caminho e os tais 18 passaram a integrar o pelotão suicida. Após a morte de um cabo, ainda no asfalto com uma bala nas costas, os demais saltaram para a praia, onde aconteceram os últimos choques. A despeito dos que tombaram mortos na areia, os remanescentes continuaram seguindo em frente. Os únicos sobreviventes foram Siqueira Campos e Eduardo Gomes, embora tivessem ficado bastante feridos.

2 comentários:

Templário .´. disse...

Olá amiga profa. Célia... Realmente belo exemplo o do Levante do Forte de Copacabana... Mostra uma força e atitude que hj talvez não tenhamos mais no Brasil... Foi o começo dos levantes tenentistas... aliás... mais 2 se seguiram a esse... Artur Bernardes sofreu um bocado os 4 anos de governo... começou a conhecer a dita Coluna Prestes... que na realidade nada tinha de útil também para o Brasil... afinal... os Comunistas sempre foram em grande parte, fora os intelectuais, agentes externos tentando implantar no Brasil uma forma de viver que nunca foi a do Brasil... Alguém imagina o Brasileiro comendo pasta de soja como em Cuba? eu não... enfim... os Tenentistas como os do Forte de Copacabana não... estes tinham atitude... ideais... e uma paixão pela soberania e pela vida militar que os fez tirar de dentro td que tinham de melhor... lutaram até o fim... Hermes da Fonseca foi um grande nome... hj digamos uma grande família... tal pai tal filho... assim como Siqueira Campos... parabéns por suas escolhas... temas sempre sábios... grande abraço...

eduardo disse...

Ao retomar contato com esses fatos heróicos narrados pela Profª Célia,me emociono pois conheci pessoalmente o brilhante aviador e político Eduardo Gomes, à esquerda na foto. Era fim da década 1970, Hospital Central da Aeronáutica, eu 3ºSgt da FAB,ao passar pelo ancião cabisbaixo de avançada idade, fiz a continência de praxe. Eis que de imediato estufou o peito e a correspondeu com orgulho. 20 anos depois, eu tenente, nunca vi nem soube de nenhum companheiro atual na Força, com paixão e soberania militar deste que foi nosso maior exemplo. Parabéns Célia por tão nobre tarefa de valorizar nossos homens comuns que se tornaram exceção e ficaram marcados na história.