quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Bioética: Natureza versus tecnologia...

James Byron foi diagnosticado, após intensa luta médica dos pais, com Síndrome de Barth, doença que se caracteriza por diversas infecções e enfraquecimento do músculo cardíaco, aos 10 anos de idade.
Seu irmão William, portador da mesma doença, que não diagnosticada à tempo, por ser rara, faleceu aos 4 anos.
A doença é conjênita, afeta e mata crianças até os 8 ou 10 anos de vida.
Karl Barth foi o médico suiço que descobriu a doença e seu gen atuante no final do sec. XX.
James agora tem 18 anos necessita de 11 remédios diferentes, incluindo alopáticos para o fortalecimento do músculo cardíaco, não pode praticar esportes, também precisa seguir rígidas dietas alimentares. Todavia, é um garoto que se diz feliz e já se habitou à essa rotina..
Com o diagnóstico de doenças raras, como essa síndrome, é possível se esticar o tempo de vida..equiparando-se ao de uma pessoa sem problemas significativos de saúde, afinal trânsito e guerras civis tem matado mais gente segundo algumas estatísticas.
Mas a questão é:
Como ficaria a situação de descendentes de pais portadores não apenas dessa síndrome como de demais doenças hereditárias?
Há 20 anos atrás a Síndrome de Barth tinha pouco mais de 100 casos no mundo...e atualmente essa soma já foi ultrapassada. Os portadores do gene, passam a herança genética para os descendentes. O gene, no caso de Barth, o Cromossoma X, também é retransmitido.
A questão torna-se polemica em alguns paises do mundo, na medida em que doenças genéticas, antes raras, começam a se tornar comuns ..
Por outro lado na visão futurista do filme "Gataca"de Andrew Niccol (1997) , onde os genes podem ser previamente escolhido pelos pais antes da concepção, todos os seres nasceriam "saudáveis", também é um método questionado pelas Igrejas visto que torna possível ao humano o manuseio de vida e morte de seus iguais...
No filme "Gataca" as pessoas são "perfeitas" mas agem de forma robótica, pouco tem à aspirar....
Ao que parece a engenharia genética se desenvolve muito mais rápido do que a ética espiritual...talvez seja o dilema do sec. XXI.

Um comentário:

Gisele disse...

"Vida não é o tempo que você passa nela, mas sim o que você faz e sente enquanto a vida vai passando..."(Anna Guedes)

Independente das tecnologias remedios ainda sou a favor de viver intensamente, curtir as coisas simples, os anos vão passando e as pessoas vão perdendo a ecessencia da vida, o significado de viver.