sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Tudo uma questão de sobrevivência?

Há quem diga que somos guiados pelas convenções sócio-culturais que vieram antes de nossos avós. Outros mantém a idéia do livre arbítrio, afirmando que nossa espécie tem consciência de seus caminhos como de suas implicações, assim pode escolher seu futuro....

No entanto, parece que a ciência, em cada especulação, prova que somos predeterminados desde o surgimento do planeta...

Imagine, tudo que você gosta: religião, música, pais, filhos..Se o cérebro tivesse alguma lesão ou mudanças químicas provavelmente seu humor e seus desejos mudariam...

Agora mais complexo ainda é imaginar que existe algo bem mais minúsculo que um neurônio capaz de dominar sua vida.

Segundo o autor Richard Dawkins em seu livro "O gene egoísta", somos apenas complexos manipulados para a sobrevivência dos genes que sobrevivem, inclusive, após nossa morte..

De qualquer forma nossa espécie ao menos descobriu quem está na "chefia", não é mesmo?


Abaixo alguns recortes da obra: Se não puder lê-la na íntegra....pense sobre os argumentos abaixo e analise:

"Somos máquinas de sobrevivência – veículos robô programados cegamente para preservar as moléculas egoístas conhecidas como genes"

"Assim como "gangsters" de Chicago, nossos genes sobreviveram, em alguns casos por milhões de anos, em um mundo altamente competitivo. Isto nos permite esperar certas qualidades em nossos genes. Sustentarei que uma qualidade predominante a ser esperada em um gene bem sucedido é o egoísmo implacável."

"A combinação de genes que constitui um indivíduo qualquer poderá ser efêmera, mas os genes em si são, potencialmente, muito duradouros. Seus destinos constantemente se cruzam e recruzam ao longo das gerações."

"Os indivíduos não são estáveis, são passageiros. Os cromossomos também caem no esquecimento pelo baralhamento, como as cartas de um jogador logo depois de serem carteadas. Mas, as cartas em si sobrevivem ao baralhamento. Elas são os genes. Estes não são destruídos pela recombinação, simplesmente trocam de parceiros e continuam em frente. Evidentemente continuam, esta é sua profissão. Eles são os replicadores e nós suas máquinas de sobrevivência. Quando cumprimos nossa missão somos postos de lado. Mas os genes são habitantes do tempo geológico: são para sempre. "

"A previsão em um mundo complexo é uma coisa arriscada. Toda decisão que uma máquina de sobrevivência toma é uma jogada arriscada e constitui uma tarefa dos genes programar os cérebros de antemão de modo que em média eles tornem decisões que compensem. A moeda corrente utilizada no cassino da evolução é a sobrevivência, mais exatamente a sobrevivência do gene, mas a sobrevivência do indivíduo é, para muitos propósitos, uma aproximação razoável."

"..as primeiras prioridades óbvias de uma máquina de sobrevivência e do cérebro que toma as decisões por ela, são a sobrevivência individual e a reprodução."

Um comentário:

Gisele disse...

Interessante, talvez haja mesmo algo muito maior do que apenas... nós!