segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Um pouco de existencialismo

Nicolau Maquiavel (Florença, 3 de Maio de 1469 — Florença, 21 de Junho de 1527) mostrava o "Outro" em suas lições de política como aquele em que não se pode confiar, aquele que, de qualquer forma, quer o poder. Já Thomas Hobbes (Malmesbury, 5 de abril de 1588 – Hardwick Hall, 1 de dezembro de 1674) traça o perfil humano dizendo que "O homem é o lobo do homem"
E Jean Paul Sartre (Paris, 21 de Junho de 1905 — Paris, 15 de Abril de 1980) nos evidenciava o "Outro" enquanto censura, enquanto limite.
Se fossemos seres de outro planeta e chegassemos hoje aqui na terra, encontrássemos jornais e assistíssemos à TV do dia, realmente, teríamos a certeza que os três filósofos estão certos. Afinal mulheres castradas na África, famílias de presos políticos pagando pela bala que mata seu ente na China, morte e prostituição indiscriminada de menores do Brasil.
Um dia crescemos tanto em número de humanos que precisavamos nos organizar, então criamos aldeias e leis para regê-las, logo as leis regerião nações e talvez logo uma lei regerá o mundo universalmente.
Teoricamente as leis deveriam ser aceitas por todos pois toda a sociedade concordou com o chamado Pacto Social, ou seja, perdemos a liberdade individual em nome do coletivo. Teoricamente o soberano também deveria nos proteger e nós deveríamos ter deveres. Por fim, teoricamente, todos deveriam ser felizes pois isso é a socialização, a evolução humana.
Entretanto, não é difícil perceber que existem leis paralelas e leis institucionais que não são aceitas por todos por serem injustas.
Leis paralelas, como as do tráfico de drogas, existem quando as leis institucionalizadas se tornam insuficientes para garantir o bem-estar coletivo como também podem ser impostas pela sociedade quando os valores éticos se dissipam.
Leis constitucionais são consideradas injustas quando não atingem à todos, por ex. "os crimes do colarinho branco", pessoas que passam impunes pelo status ou situação financeira. Já os mais carentes, até por crimes sem tanto impacto, são detidos em presídios de situação subhumana.
Saindo da esfera das leis, analisamos a ganância ou a sede de status e poder em locais como trabalho ou mesmo na política. Não para por ai. Motoristas querendo correr mais sem se importar com outros que também estavam trafegando. Pessoas comuns tentando burlar leis. Bulling nas escolas porque uma turma se acha superior ao colega.
Enfim, talvez o mau humano seja justamente ter esquecido de onde nossa espécie veio e para onde irá.
Já fomos organismos unicelulares, já fomos primatas caçados, já fomos os mais fracos fisicamente das savanas. Só sobrevivemos e evoluimos, não exatamente porque o mais fraco entre nós foi sacrificado, mas porque aprendemos a andar em grupo e nos proteger.

3 comentários:

Douglas disse...

Nossa, nossa , nossa, professora essa dissertação sei-la qual gênero que é , deixou-me perpléxo.Confeço que fiquei impressionado( nem um pouco puxa saco né!), mas para falar a verdade gostei muito mesmemo.Onde a senhora da aula?

Nivel excelente!

Profa. Célia Schultz disse...

Oi Douglas..
Meus sinceros agradecimentos pelo seu comentário e melhor ainda porque foi um elogio..
Eu leciono em Americana-Sp, numa Escola Estadual chamada EE Dilecta.

Beijos

HIJO DEL ARTE disse...

Muy interesante...

Hablando de Florencia, me preguntaba si alguien recuerda a Giordano Bruno

http://es.youtube.com/watch?v=hudehenZ0GU

DISFRUTAD APRENDIENDO CON LA BELLA CELIA...