quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Linguagem digital, o que diria Marcuse??

Segundo o filósofo alemão, que participou da Escola de Frankfurt, sendo também um de seus críticos, Hebert Marcuse (1898-1979), a sociedade consumista, derivante das vertentes tecnocratas, torna o homem apenas uma peça numa linha de montagem.
Assim, o homem seria chamado por ele de "unidimensional", ou seja, um individuo fútil que consegue apenas ver as aparências das coisas. Nesse panorama, a máquina e a tecnologia dominam o homem, que por sua vez tem uma visão estereotipada da felicidade. A "felicidade holywoodeana" ou as estórias de novelas das vinte horas, por exemplo, é um modelo à ser desejado pelas massas. O sujeito "seria" feliz porque a mídia lhe diz o que é "ser feliz". Diante desses fatores, não existe liberdade plena, nem valores reais da verdadeira felicidade.
"Felicidade" na sociedade consumista seria o casamento com alguém parecido com o Brad Pitt ou ter uma bela TV LCD na sala de estar.. Dessa forma, o sujeito permanece moldado e condicionado pela Mídia que também faz parte do ambiente tecnológico e seria um veículo considerável da propaganda capitalista..
No entanto, e agora? O que diria Marcuse com a expansiva Globalização cujos focos parecem caminhar para um mesmo centro, que na verdade ainda não sabemos qual é??
Como nos vemos sob a perspectiva, agora, digital?
Será que estamos criando novos excluídos?
A globalização tem faces positivas quando une povos estranhos entre si, quando torna a linguagem acessíveis e comuns. Quando se evoluiu do telégrafo para um teclado de com mouse, também encurtamos distâncias e tivemos a chance de conhecer o que nossos avós morreram apenas desejando...
A tecnologia está nos levando à cabo para além de oceanos. Entretanto, pode realmente estar nos escravizando. É paradoxal, de um lado a liberdade de informação e, porque não dizer, de conhecimento. A escolha pela fonte de informação. Porém, de outro lado, podemos também sofrer condicionamentos. E fica mais uma pergunta: Algum dia, na história, não sofremos condicionamentos? Mesmo na pré-história, existia a "lei do mais forte" e o mais "sábio" se calava e obedecia...E isso provavelmente era o que muitas matriarcas diziam aos seus entes: "- Fica quieto, o outros é mais forte" .
Quanto à uma nova classe de excluídos sociais. Não parece que possa surgir uma "nova classe" pois a classe que não tem computadores atualmente não seria a mesma que também não sabe escrever, é geralmente agrícola e tem, em seu cerne, alta mortalidade infantil por cólera?
Mas, será que as classes sociais ainda se mantém intocáveis?
Particularmente, acredito que o advento da linguagem digital aumentou a possibilidade de encontros interpessoais e estes acabam levando à correntes de saberes diferentes.
Escolas públicas, antes carentes atendendo à um público carente, agora tem PCs e parecem que agilizam suas conquistas pedagógicas.
Todavia ainda não termos a certeza de que iremos encontrar a liberdade e o prazer de sermos nós mesmos..encontrando novos e melhores valores. Ainda há muito consumismo e consumismo humano (até tráfico de pessoas temos)...No entanto, as coisas parecem estar mudando muito, o inventor da famosa "WWW" (World Wide Web Consortium), mais conhecida como "Web" , Tim Berners-Lee, em entrevista aqui no Brasil, afirmou que nada ganhou pelo fabuloso invento mas que ao ver as empresas e pessoas usando, fica muito mais feliz do que se tivesse recebendo uma fortuna. Aliás, ele ainda declarou que ficou imensamente feliz por ter conseguido se manter no trabalho que gosta de fazer..Ao que parece estamos dando sinais de um novo sistema, mais cooperativo que utilitarista, mais consciente de humanismo que tínhamos antes.

domingo, 18 de janeiro de 2009

A era dos monstros

“Um dia vi um monstro como ninguém, metade dele era homem e a outra metade também”

Na última postagem me referi ao terrorismo global e arquétipo, mas agora gostaria de especificar, falar do terrorismo urbano..
Aqui em Americana, uma família foi assassinada na última quarta-feira, incluindo suas crianças.
Já sabemos que a história da humanidade é a história da tragédia..mas, ainda não entendemos se é porque é nossa essência ou se é um exagero no DNA de auto proteção de nosso Gene , ou seja, nos tornamos tão auto-protetores, que enxergamos qualquer um como ameaça considerável..
Eu acredito que as pessoas não amam os filhos suficientemente para que eles aprendam o que é o amor, sentimento integrado ao nosso bem viver...O Ser que o possui geralmente é feliz, é preenchido e pessoa assim não quer a tristeza dos demais...aliás, chora junto se for o momento.
Buda em seus ensinamentos orais dizia que “Não se considerava feliz porque sabia que existia no mundo multidões de pessoas infelizes”...
Siddharta Gautama (século VI a.C. - c.563 a.C. - c. 483 a.C.), Buda, ou, o Iluminado, falava sobre o Nirvana, ou seja, a superação dos apegos dos sentidos materiais. Todavia, parece que o Nirvana é para poucos já que vivemos um choque de egos, um reino de múltiplos Nasrcisos que morrem pela imagem mas não morreriam de tristeza por saber que o seu companheiro sofre em silêncio..Assim, nossas paixões nos guiam e nossa aparência é um circo ...
Irônico queremos um mundo diferente mas tratamos o mundo de forma igual sempre...
Por sua vez, amor é um sentimento que necessita de experiência, de tarefas abstratas como o querer bem dos pais...A ausência de afeto na vida cotidiana é o fator significante para que o terrorismo do desafeto cause o terrorismo urbano...

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Era do terror, repetição monótona..

Existe a Era do Terror??

“Terror” indica sentir pavor, muito medo, “Terrorismo” é o ato de praticar o terror contra alguém ou uma massa ...

Historicamente o mais conhecido “Período do Terror” que já vivemos foi justamente na época de Enciclopedistas e Filósofos que falavam de “Igualdade, Fraternidade e Liberdade”. Era o século que se acreditava guiado pela Razão, ou seja, por lógica e pensamento organizado. Estávamos no sec. XVIII.. Havia a certeza de que pobres seriam ouvidos, de que a descendência de Reis do Sol seria apenas um conto de fábulas no futuro..De que a rígida e hierárquica Igreja findou seus poderes..Era a vez dos oprimidos..

Guiados pelo pensamento de Rousseau, os amigos Robespierre e Danton fizeram a Revolução, marco divisor de nossa história. No entanto, cabeças rolaram indiscriminadamente, estupros das nobres eram encorajados. Mataram o pobre Luiz XVII, de dez anos de idade, na prisão Temple. Mataram, inclusive, Danton, um dos líderes...

Mataram reis, nobres, clérigos, depois camponeses que eram considerados contra-revolucionários...e só depois perceberam que a fome continuava na França e que a morte alheia não trazia mais comida..Não obstante, acredito que não haja algo mais repetitivo na história do que a palavra “matar”..

A Revolução Francesa foi apenas uma de todas as outras que ainda vivemos...

Antes, os Assírios (1363/1000 a.c) também aterrorizavam na antiga Mesopotâmia, mutilando adversários...A Igreja queimava infiéis vivos na Idade Média. Depois a Revolução Comunista na URSS, China e Cuba, matam mais gente em seus próprios territórios que a peste negra quando invadiu a Europa na Idade Média.. Também vieram os nazi-fascistas . Depois o “Setembro Negro”. Depois o 11 de Setembro. E há muito a Faixa de Gaza. A “repetição” é parte de nosso universo falado...

O inacreditável é que há quem sempre culpe bruxas fantásticas e místicas pelo terror...e quem tenha medo de alienígenas.

Discutimos se tudo isso é racional ou passível de entendimento. Se é lógico vangloriar a razão se não compreendemos o foco exato do terror, de estamos nos matando, usando como artífice uma religião ou a nossa própria defesa...

Os astronautas que puderam ver a terra de longe diziam que era impossível crer que aquele “pontinho” visto de tão longe pudesse ter tanta gente brigando ao mesmo tempo. Parece que sempre fomos um espetáculo de terror. A tecnologia não nos melhorou e ao questionarmos porque sobrevivemos além do Homem de Neandertal, provavelmente não foi por esse tipo de inteligência...Aliás ainda não superamos o tempo de existência na terra que o Neandertal teve...

A diferença dos terrores anteriores é que agora temos satélites para mostrar a tragédia em tempo real..

Será que o terror faz parte de um gene egoísta e potencialmente sádico?