domingo, 18 de janeiro de 2009

A era dos monstros

“Um dia vi um monstro como ninguém, metade dele era homem e a outra metade também”

Na última postagem me referi ao terrorismo global e arquétipo, mas agora gostaria de especificar, falar do terrorismo urbano..
Aqui em Americana, uma família foi assassinada na última quarta-feira, incluindo suas crianças.
Já sabemos que a história da humanidade é a história da tragédia..mas, ainda não entendemos se é porque é nossa essência ou se é um exagero no DNA de auto proteção de nosso Gene , ou seja, nos tornamos tão auto-protetores, que enxergamos qualquer um como ameaça considerável..
Eu acredito que as pessoas não amam os filhos suficientemente para que eles aprendam o que é o amor, sentimento integrado ao nosso bem viver...O Ser que o possui geralmente é feliz, é preenchido e pessoa assim não quer a tristeza dos demais...aliás, chora junto se for o momento.
Buda em seus ensinamentos orais dizia que “Não se considerava feliz porque sabia que existia no mundo multidões de pessoas infelizes”...
Siddharta Gautama (século VI a.C. - c.563 a.C. - c. 483 a.C.), Buda, ou, o Iluminado, falava sobre o Nirvana, ou seja, a superação dos apegos dos sentidos materiais. Todavia, parece que o Nirvana é para poucos já que vivemos um choque de egos, um reino de múltiplos Nasrcisos que morrem pela imagem mas não morreriam de tristeza por saber que o seu companheiro sofre em silêncio..Assim, nossas paixões nos guiam e nossa aparência é um circo ...
Irônico queremos um mundo diferente mas tratamos o mundo de forma igual sempre...
Por sua vez, amor é um sentimento que necessita de experiência, de tarefas abstratas como o querer bem dos pais...A ausência de afeto na vida cotidiana é o fator significante para que o terrorismo do desafeto cause o terrorismo urbano...

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