terça-feira, 24 de março de 2009

Empirismo

- Já parou para pensar?

- Ao nascermos temos ou não conhecimento? Qual o conhecimento que leva o bebê a chorar por quer proteção?
- Instinto é conhecimento? Decorar o caminho de casa faz parte de nosso intelecto? e como decoramos?
- Como formamos idéias?
- O conhecimento sobre as coisas vem apenas da experiência?
- Qual a importância da experiência para a vida prática?

domingo, 15 de março de 2009

Penso, logo existo

Todos nós sentimos que as dúvidas do texto anterior têm pronta resposta, mas como dize-las?
Segundo Renè Descartes (1596/1650), primeiro precisamos ter o ingrediente principal: A dúvida.
Quando começamos a duvidar de tudo, tudo mesmo, até de nossa existência, iniciamos a jornada rumo ao conhecimento..
Descartes trouxe importantes regras para que a ciência cumprisse realmente seu papel: Necessidade de Método, dúvida e caráter de verificação para saber se algo é falso ou verdadeiro.
Escreveu o "Discurso do Método" onde mostra que ele consiste na realização de quatro tarefas básicas: verificar se existem evidências reais e indubitáveis acerca do fenômeno ou coisa estudada; analisar, ou seja, dividir ao máximo as coisas, em suas unidades de composição, fundamentais, e estudar essas coisas mais simples que aparecem; sintetizar, ou seja, agrupar novamente as unidades estudadas em um todo verdadeiro; e enumerar todas as conclusões e princípios utilizados, a fim de manter a ordem do pensamento.
Por sua forma de pensar que privilegia a Razão, ele ficou conhecido como Racionalista.
Para o filósofo, nossos sentidos nos enganam por serem são falhos.
E nós, provamos que existimos porque estamos pensando sobre nossa própria existência, mesmo na dúvida: "Penso, logo existo".

domingo, 8 de março de 2009

Cartesianismo?

- Como provamos que estamos nesse momento aqui, na frente desse computador?

- Quais as provas de que não somos um programa inteligente, um chip com memória?

- Como provamos que isso tudo aqui, agora, não é um sonho?

- Como provamos que a matéria que tocamos, realmente existe e não é um universo holográfico?

- Como provamos que existimos?

domingo, 1 de março de 2009

O Surrealismo e Nietzsche


A tela mostrada na edição anterior é do mestre do Surrealismo, Salvador Dali.
O Surrealismo foi um movimento artístico e literário que surgiu na França no início da década de 20.
O início do sec. XX foi marcado pela indústria, pelos relógios que delimitavam o tempo urbano e pelo movimento que foi a cada dia se tornando mais rápido..É interessante porque é uma nova revolução. Não é armada, é cultural. As pessoas, antes cegamente regradas, agora começavam a questionar o valor de normas puritanistas...
O Surrealismo é assim, descendente de outro movimento, o "Dadaísmo", se opôs aos valores convencionais de pátria, família e religião. A razão cartesiana é eleita como um monstro engolidor de criatividades natas...
As obras não têm muito significado racional mas têm essência onírica, ou seja, de sonhos, de algo que possibilite a saída da rotina, do real idealizado pelas instituições...
No Brasil, o movimento influencia diretamente o Movimento Modernista, principalmente na obra de Oswald de Andrade. A idéia era contestar, polemizar e ridicularizar as velhas concepções que não faziam ninguém feliz.
Na Europa, o ícone mais conhecido é Salvador Dali (1904-1989) e foi ele quem pintou o Cristo Cruscificado. A imagem que usou para pinta-la foi a da cabeça de um boi que estava pendurada em sua parede e daí criou a perspectiva de um Cristo no alto, como se olhasse para todos em baixo. Pode ser que ele quis dar uma interpretação cósmica à transcendência de Jesus, mas também pode ser que ele só quis mostrar seu livre pensamento...(as vezes alguns intelectuais buscam explicações demais para o que é óbvio)...
Todavia o movimento vai de encontro com idéias de Nietzsche, quando exaltam o sonho e a natureza do homem..
Aliás, em "Assim falou Zaratustra", o filósofo diz "Bem-aventurados os que dormem pois podem sonhar".
O mundo para Nietzsche (1844-1900), não é ordem e racionalidade, mas, desordem e irracionalidade. Arduamente critica o Cristianismo de sua época assim como a moral puritana por não considerar o Corpo, apenas uma aparente racionalidade.
Ele vai mais além do que a crítica, ele diz: "deus está morto". Não obstante, não considero que ele falava da expressão espiritual, até porque adotou o Nirvana budista em sua obra, mas acredito que sua expressão se refere ao deus revelado e obrigatório do protestantismo e catolicismo europeu..Aquele deus que ceifava vidas ou as tornava estéreis..
A obra surrealista mostrava uma forma de pensar nova, aberta ao mundo, à precariedade do corpo e da alma..
Ficamos diante de nós mesmos e de nossas representações..e não apenas diante daquilo que tinham nos ensinado..

Caso haja interesse fiz um vídeo sobre o filósofo Nietzsche:
http://www.youtube.com/watch?v=HTb-FYsdwNs

Próxima atualização: 08/03