terça-feira, 21 de abril de 2009

"Comunistas" e "consumistas"

Acreditando ser importante observar o que penso sobre os termos "Comunistas" e "Consumistas", faço então a continuação da postagem anterior.

- Quando eu evidenciei o termo "comunistas" no texto anterior, era para ilustrar uma situação que ocorreu no Brasil durante os períodos de Vargas e da Ditadura militar até 1984, onde havia a idéia de que a ideologia comunista representava um perigo maior à nação. Nesse momento de Guerra Fria, onde havia as posições opostas de esquerda e direita, o partidários dessa idéia de Karl Marx aqui eram considerados pela imprensa nacionalista oficial como "terroristas" ou ameaça à liberdade. Não sei exatamente a identidade dos comunistas brasileiros até porque não vivi nesse período, porém sei que eram pessoas letradas, pessoas com acesso à informações, pessoas cuja formação engloba bons colégios, portanto, eram pertencentes à classe média. Também sei que quando existe guerra, mesmo ideológica, excessos são cometidos pelos dois lados, mesmo que um lado perca e mostre a face das monstruosidades que sofreu..Nesse parâmetro, a violência do lado oposto é citada por ambas as partes e por sua vez, o outro lado se defende dizendo que existia uma causa necessária.
Hoje o mundo evoluiu e voltamos ao pluripartidarismo, embora a idéia de política parece perder poder junto às camadas populares..É nesse momento que entra o "consumismo".
- O Consumismo não tem mais o sentido atribuído em décadas passadas de ser apenas um servo maior do capitalismo selvagem. O consumismo agora significa também estar no cerne da tecnologia, de uma provável evolução. Porém, com certeza, o consumidor em demasia, ainda preserva os resquícios de não precisar contemplar outras áreas de seu Ser como o "Ethos", ou, a felicidade coletiva..Nesse ponto, a violência é justificada para alguns, como a necessidade de se Ter algo..E isso alcança todas as camadas sociais e para alguns o conhecimento tal qual o conhecemos seria supérfluo.
Assim, a distinção dos termos.
Acredito que a raiz da violência seja o homem que não conseguiu ainda evoluir espiritualmente, que ainda se mantém materialista. No entanto, em cada momento da história existem formas de justificações.

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