sábado, 23 de maio de 2009

Maisa trabalha III

Durante o período dos gregos antigos, profissões intelectuais como a Filosofia eram enaltecidas. O ócio aristocrático era prestigiado, afinal para poder refletir e pensar era preciso de descanso e tempo. Lembrem-se mesmo a "Democracia" nunca envolveu escravos. Platão e Sócrates eram Aristocratas. Como hoje, falam de trabalho desejado, mas falam em trabalho com status como trabalhar na TV e ter fama. Quem nunca desejou ser atriz ou ator?
Depois, com a queda do Absolutismo, a diminuição espontânea dos nobres e o surgimento paulatino do Capitalismo Industrial, o trabalho físico se torna uma necessidade para muitos, embora continuou a não representar na prática uma virtude para todos. Parafraseando Brecht em seu poema "Perguntas de um operário letrado", alguém se lembra o nome dos pedreiros da Catedral de Notre Dame?
Alguns acreditaram que era melhor crianças, por exemplo, trabalharem do que morrerem de fome. Mas, muitas crianças de épocas passadas morreram de tédio e problemas físicos relacionados ao trabalho repetitivo. Posteriormente, outros acreditaram que trabalho livrava a criança de drogas e do crime e assim, houve quem literalmente explorou essa idéia.
O nascimento das indústrias apenas empregou com salários, mas não desenvolveu dignidade suficiente aos trabalhadores, que antes eram apenas servos. Alguns conseguiram evoluir financeiramente através dele. Outros continuaram em situação de miséria. Por quê?

- O que, por exemplo, Karl Marx (1818-1883) poderia nos dizer sobre a divisão funcional do trabalho?

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