terça-feira, 16 de junho de 2009

A gente não quer só comida.

Para Karl Marx o trabalho é o ponto fundamental da humanidade. Já que o homem é um Ser social, então ele se desenvolve socialmente, formando as relações de produção. Doravante, o trabalho pode ser uma atividade “alienante” também, ou seja, uma atividade que não permite ao homem enxergar sua própria realidade. O trabalhador não se enxergar na mercadoria que ele mesmo produziu, ou seja, o trabalhador é separado do produto final de seu trabalho.

Durante a revolução industrial, as máquinas começaram a ocupar lugar de destaque no cerne da humanidade. Os novos instrumentos recém-inventados representavam o avanço e precisava de um “novo trabalhador”. Surge então aquele trabalhador não tanto servil nem escravo, mas assalariado.

E o que é salário?

De forma geral, salário é uma forma de pagamento não por uma mercadoria, mas por serviços prestados à alguém ou à uma corporação..Explicando de outra forma você vende sua força de trabalho, vende sua mão de obra, que inclui parte significante de seu tempo e de sua vida para alguém ou para uma instituição. E aqui reside o problema, desde a Revolução Industrial nunca se conseguiu chegar ao valor dito “justo” por essa compra. Veja, qual seria o valor de seu tempo? Qual seria o valor de sua juventude? Qual seria o valor do tempo deixado de dar aos pais, aos filhos ou à um amor? Qual seria o valor de sua saúde também empregada?
Ao que parece se tratando de salários, nunca haverá justiça.

No entanto, se realmente aprecia o que gosta, trabalha por prazer, por aptidão e não forçado pelas circunstâncias, terá outras apreciações que superam seus ganhos financeiros.

Doravante, para Marx as empresas nunca pagam o valor justo e sobre o que não pagam, conseguem lucro. O que é lucro?

Desse conceito chegaremos ao conceito de “mais-valia”, que é o lucro que vem do produto final, quando já houve as extrações das somas gastas com matéria prima e mão de obra. Existe um lucro ganho sobre o produto produzido e esse não fica com o trabalhador, pois ele já ganha um salário pela sua produção.

A questão principal é que no capitalismo, lucro é a essência. E esse lucro pode romper relações humanas assim como destruir o meio-ambiente. No entanto, desde que vários problemas sociais surgiram, desde que se descobriu que a miséria popular pode acarretar em miséria de uma nação ou de um continente e que todos respiram o mesmo ar, não importa de trabalhador ou empresário, algumas coisas começaram a mudar.

O trabalhador do sec. XXI agora é impelido a estudar e a se sindicalizar. Descobriu pouco a pouco, que trabalhar só para comprar pão é muito pouco e que também precisa de qualidade de vida.

No nosso século, o trabalhador que produz é o mesmo que consome e consome muito nos seus poucos horários de folga.

No entanto, com novas tecnologias surgindo irão ocorrer novas mudanças culturais também. O consumo excessivo tem sido uma equação à ser resolvida, uma vez que ele envolve o planeta. Talvez a idéia capitalista de lucro seja paulatinamente substituída pela idéia de existência.

2 comentários:

Prof. André disse...

Muitobom.Parabéns...!

Prof. Francisco disse...

Com verdadeiramente entendemos que filosofia é prática e não apenas teoria.Sou professor de filosofia também e desenvolvo um trabalho semlhante ao seu com meu blog.
Um abraço!