segunda-feira, 20 de julho de 2009

A busca pela história real


Há quem aceite a história exatamente como está nos livros, ou, como alguém, ou algo, narrou.
Há quem não acredite na história exatamente como ela se apresenta, especialmente se as fontes originais, que podem servir para novas consultas, não podem mais ser vistas...
Sabemos que a história é contada por alguém ou algum grupo. Já tivemos certezas de que certas "histórias" não foram relatadas na íntegra, ou, diziam o que Drummond chamava de "meia-verdade"..
Como teremos certeza se a América foi descoberta por Colombo? Se o Brasil foi descoberto em 1.500? Se houve o "Grito do Ipiranga"?
Como um cidadão comum tem acesso à registro e fontes históricas? Alguém já assistiu ao filme "O nome da rosa"?
Os livros podem dissimular? Sim, podem.
Complexo, mas se você pesquisar obras sobre a Guerra do Paraguai, por exemplo, principalmente se ela foi narrada em diferentes épocas, encontrará mais de uma versão histórica para o ocorrido em 1864.
Sem dizer que as vezes outros documentos elucidativos de fatos históricos só são descoberto décadas depois de que a investigação científica foi realizada e publicada.
Todavia, é importante saber, ao menos, quais as fontes de pesquisa ou quem escreveu os relatos históricos assim como a ideologia dos pesquisadores do período citado ou ter a comprovação de cientificidade dos pesquisadores..
Por exemplo, a Carta de Pedro Vaz Caminha ao rei de Portugal existe até hoje e é uma das provas científicas da chegada dos portugueses ao Brasil, no período descrito por eles..
Bem, o interessante é que sempre procuremos mais de uma fonte de pesquisa histórica e autores distintos entre si. É preciso ouvir várias vertentes pois nem sempre existe uniformidade nas informações.