domingo, 30 de outubro de 2011

Vamos estudar um pouco de Psicanálise?

Esse trecho abaixo é do pai da psicanálise, Sigmund Freud, pertence à obra "Mal estar da civilização":

"O que se faz sentir numa comunidade humana como desejo de liberdade pode ser sua revolta contra alguma injustiça existente, e desse modo esse desejo pode mostrar-se favorável a um maior desenvolvimento da civilização; pode permanecer compatível com a civilização. Entretanto, pode também originar-se dos remanescentes de sua personalidade original, que ainda não se acha domada pela civilização, e assim nela tornar-se a base da hostilidade à civilização. O impulso de liberdade, portanto, é dirigido contra formas e exigências específicas da civilização ou contra a civilização em geral. Não parece que qualquer influência possa induzir o homem a transformar sua natureza na de uma térmita. Indubitavelmente, ele sempre defenderá sua reivindicação à liberdade individual contra a vontade do grupo. Grande parte das lutas da humanidade centralizam-se em torno da tarefa única de encontrar uma acomodação conveniente – isto é, uma acomodação que traga felicidade – entre essa reivindicação do indivíduo e as reivindicações culturais do grupo, e um dos problemas que incide sobre o destino da humanidade é o de saber se tal acomodação pode ser alcançada por meio de alguma forma específica de civilização ou se esse conflito é irreconciliável."

sábado, 22 de outubro de 2011

Trabalho Material e intelectual em Karl Marx

Trabalho braçal e intelectual, observe o texto abaixo, contido na "Ideologia Alemã", do filósofo alemão Karl Marx:


"A maior divisão entre o trabalho material e o intelectual é a traduzida pela separação da cidade e do campo. A oposição entre a cidade e o campo surge com a passagem da barbárie à civilização, da organização tribal ao Estado, do provincialismo à nação, e persiste através de toda a história da civilização até aos nossos dias (Liga contra a lei sobre os cereais). A existência da cidade implica imediatamente a necessidade da administração, da polícia, dos impostos, etc., numa palavra, a necessidade da organização comunitária, partindo da política em geral. É aí que aparece em primeiro lugar a divisão da população em duas grandes classes, divisão essa que repousa diretamente na divisão do trabalho e nos instrumentos de produção. A cidade é o resultado cia concentração da população, dos instrumentos de produção, do capital, dos prazeres e das necessidades, ao passo que o campo põe em evidência o fato oposto, o isolamento e a dispersão. A oposição entre a cidade e o campo só pode existir no quadro da propriedade privada; é a mais flagrante expressão da subordinação do indivíduo à divisão do trabalho, da subordinação a uma atividade determinada que lhe é imposta. Esta subordinação faz de um habitante um animal da cidade ou um animal do campo, tão limitados um como o outro, e faz renascer todos os dias a oposição entre os interesses das duas partes. O trabalho é anui ainda o mais importante, o poder sobre os indivíduos, e enquanto este poder existir haverá sempre uma propriedade privada.
A abolição desta oposição entre a cidade e o campo é uma das primeiras condições de uma existência verdadeiramente comunitária; essa condição depende por sua vez de um conjunto de condições materiais prévias que não é possível realizar por um mero ato de vontade, como se pode verificar à primeira vista (é necessário que essas condições já estejam desenvolvidas). Pode-se ainda considerar a separação entre a cidade e o campo como sendo a separação entre o capital e a propriedade fundiária, como o início de uma existência e de um desenvolvimento do capital independentes da propriedade fundiária, como o começo de uma propriedade tendo por única base o trabalho e as trocas."

sábado, 15 de outubro de 2011

Dia do Professor

Professor? Orientador? Mestre? São todos aqueles que abrigaram em suas asas dentistas, juristas, psicólogos, mecânicos, carpinteiros e outros professores. É aquele que veio para falar aos recém-descobridores da América e aos que ainda estão se descobrindo. Ele é onda de rádio, ele é dúvida, ele é voz. É colorido..Por isso vai além do branco do giz, do negro da antiga lousa. Parabéns a todos que estão nessa luta, quase incompreensível. Feliz Dia do Professor!