domingo, 26 de fevereiro de 2012

Bullying, uma realidade difícil

Irei lhe perguntar se sofreu bullying, mas você irá dizer que não. Seu reino juvenil é a estética e por ela você entregará todos os anéis e os dedos. Já passou pelo luto do corpo infantil, agora uma nova imagem estética se apresenta. Uma imagem confusa diante do espelho e que precisa ser aprovada por um grupo. Faz parte da construção de seu ego. Admitir que um grupo, com membros populares, lhe sacodem a vaidade com frases severas, é dar legitimidade ao que eles dizem?. É depor contra sí? No bullying, o sujeito receptor se limita, se entristece, se acua e seu ultimo ponto de apoio é a criar amigos na própria psiquê. Lá, eles se sentem seguros, protegidos, de volta ao utero, lugar que não havia mocinhas e bandidos. O bullying é uma relação, assim como um exercício, antigo de poder, estranhamente pode estar relacionado à iniciação sexual, onde os papéis das personalidades que pleiteiam a soberania, invadindo qualquer espaço, ou, tem bases nos velhos arquétipos de competição, que, alguns, não conseguem disfarçar socialmente. O sujeito que pratica a ação luta pela força alfa , enquanto aquele que a sofre, busca mascara-la, com todas as suas forças. Caso encarasse a realidade, sem nega-la para sí mesmo, teria que tomar uma atitude. Perceber a realidade, é ter que fazer algo sobre ela e a maioria de nós não tem preparo para tal. No tempo juvenil ainda não há forças suficientes para a luta da transformação, somente sementes dessas. O bullying acontece no banheiro, na fila da merenda, pelos cantinhos que os adultos esquecem.. Como monitorar? Alguns pais enfatizam qualidades dos filhos, como estética física, desempenho em esportes, desempenho intelectual, sem contudo, enfatizar virtudes inteligentes como: boa relação com vizinhos, amiguinhos na escola, sociabilidade, afetividade, simpatia, caráter fraternal... Essa pode ser uma saída, conscientizar os pais dos que praticam bullying a promover um diálogo mais eficiente com os filhos. "O filho é o pai" - Sigmund Freud.

Célia Schultz
 *Trechos do texto que escrevi em 2009, pela Fapi - Faculdade de Pinhais, no curso de Pedagogia para   Licenciados

Um comentário:

Anônimo disse...

Para as pessoas que sofrem bullying é uma realidade realmente bem difícil, o medo de se impor, de se defender são bem maiores. Eu já sofri algo do tipo, não tanto a ponto de se revoltar ou entrar em depressão, mais as vezes coisas que mesmo pequenas machucam e incomodam demais.
Muitas vezes as pessoas fazem brincadeiras, ficam zuando, ou não aceitam a maneira de vida ou de ser de alguma pessoa e acabam praticando o conhecido bullying,
para quem pratica pode parecer diversão ou acha que não afeta em nada a outra pessoa, mais está enganado. Isso muitas vezes pode interferir em seus futuros.
Eu já fui zuada quando pequena, por ser queta e estudar demais na escola, eu era chamada de nerd, besta, criticavam meu corpo por eu ser magra, minha cor por ser branca demais, minhas roupas, isso acabava me deixando isolada e só piora a situação.
Parece que o ser humano não consegue ser feliz sem humilhar, sem criticar o outro, não aceita a maneira de se vestir de viver e acaba fazendo o mal aos outros.
As pessoas deveriam refletir mais só isso, pois ninguem tem que agradar ninguem se a pessoa nao está te fazendo mal não há porque humilhar e nem fazer o mal


Letícia S
Dilecta 3°D