domingo, 1 de abril de 2012

A incapturável imagem da vida


A incapturável imagem da vida

Caso você vá a Paris, leve uma máquina digital.
Caso não leve uma máquina, não viajou. Com o tempo, as cores da memória se perdem e várias lembranças perdem a definição. Não é só isso, você precisa provar aos outros que esteve em Paris.
Desde que Augusto Comte definiu que é preciso ordem, no final do seculo XIX e salientou o valor da informação registrada em vez da tradição oral, estamos cá tendo que documentar o ímpar, o estranho, o novo e o belo. Resquícios do Positivismo que veio para ficar.
Dessa forma, uma forma quase cartesiana, não confiamos no que vem dos sentidos nem da memória. Alguém disse que esse é o mundo da água, mas, eu creio que é o mundo da imagem. As imagens imperfeitas de Platão? ou as pseudo imagens em detrimento ao original de Feurbach?
Feurbach dizia que nosso século anda se especializado nas falsas imagens, ou seja, nas imagens produzidas..
Não obstante, temos certeza, a imagem já tem autoridade, talvez mais do que suas matrizes..