quinta-feira, 17 de maio de 2012

Adorno e pseudo-individualidade moderna


"Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,
e raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,
Desencaixotar minhas emoções verdadeiras.
Desembrulhar-me e ser eu, não Alberto Caeiro,
mas um animal humano que a natureza produziu." - Fernando Pessoa

Afinal, o que realmente é original dentro e fora de nós? Ou, não somos originais e sim, uma construção de experiências nossas junto com colegas, amigos, parentes, igreja, escola e mídia?
O que somos de fato? De onde vem nosso pensamento? Nossos gostos?
Se observarmos o filósofo Theodor Adorno (1903/1969), é evidenciada, em sua obra, uma padronização e uniformização de hábitos, costumes e modo de produção. Dessa forma, o individual aliena-se ao universal. É a pseudo-individualidade, ou a identidade que nos foi imposta. 
As instituições como igrejas e escolas, assim como os meios de comunicação em massa podem vir a determinar o que somos, lançando idéias e modismos que fatalmente seguiremos. Esse fator chamamos de "cultura de massa", aquela que impera para a maioria das pessoas, sem questionamentos e sem levar o sujeito a pensar sobre ela. Um exemplo: Quem já ouviu uma música de Villa Lobos? Uma ópera de Carlos Gomes? ou contemplou uma tela de Salvador Dali? Essas composições não são propriamente comerciais, não estão ligadas à modismos, por isso não estão na maioria dos canais abertos de TV.  Não estão ao alcance da maioria e sim de um público erudito e elitizado. 
Resta-nos, contudo, fazer um reconhecimento de toda a cultura que nos foi imposta desde a infância. Tentar abstrair o que nunca nos fez bem, sendo apenas uma "tinta com que nos pintaram os sentidos", para encontrar nosso verdadeiro espaço de identidade e individualidade no mundo. Não somos iguais, a natureza nos fez diferentes. Não podemos sempre seguir os mesmos caminhos.

2 comentários:

Janaína Almeida 2ºB nº19 disse...

No texto fala que a natureza nos fez diferentes e que não podemos sempre seguir os mesmos caminhos, mais não é isso que acontece, as pessoas sempre seguem o caminho da mídia, se uma pessoa faz alguma coisa que não esta no meio da "cultura de massa" ela sera diferente das outras, e algumas pessoas ate excluem elas por não estarem fazendo o que todos fazem.
Muitas pessoas tem medo de falar do que realmente gosta, ou de ter seu estilo próprio por medo de serem julgadas. Então acho que podemos dizer que somos "escravos" mídia, fazemos tudo que esta no meio da "cultura de massa".

Saríínha Sapekíínha disse...

O modernismo esta em todo lugar na, onde voce le vc acha mordenismo numa revista num jirnal em varios lugares.