sábado, 5 de maio de 2012

O veneno nosso de cada dia..


Eu gostaria de contar um "causo" que me ocorreu há tempos atrás, para que sirva de reflexão:

Moro numa casa antiga, de quintal grande e nele morava uma cachorra boxer, chamada de Diana. Uma vez surgiu um rato enorme que amedrontava a todos, menos a Diana.
Tentei tudo para eliminar esse enfadonho invasor: ratoeiras, colas adesivas e nada. Então, resolvi colocar um saco de veneno embaixo do tanque. Por dois dias, o saco mortífero continuava lá, entretanto, no 3o dia, eis que abro a porta e contemplo a seguinte cena: A Diana correndo atrás do roedor e ele tentando desesperadamente correr, carregando o saquinho de veneno pelos seus potentes dentes. Mas, no percurso, derruba o mesmo e parte de volta ao ponto de origem, perdendo o objeto pretendido.
Imagine que o rato estava com fome, imagine que ele ficou "feliz" ao descobrir o "alimento" no saquinho, imagine que ele tenha se desesperado em tentar manter aquela conquista, imagine a decepção e a frustração ao não conseguir carregar aquele objeto de desejos. Imagina a ira que atribuiu à Diana...
Para ele, não existiria animal pior do que a Diana. Doravante, ele nem poderia imaginar quem seria mais selvagem que a Diana, muito menos imaginar quem seria a dona verdadeira do território.

Os habitantes da ilha de Creta antiga, não conheciam muito sobre vulcões, acreditavam que era preciso reverencia-los e muitos se recusaram a partir, quando um deles dominou a cidade..
Os espanhóis lutaram contra nativos nas Américas pelo ouro e muitos morreram pelo ouro, que por sí, só tinha o valor que lhe produziam.. 
Muitas vezes lutamos para consumir venenos...
A realidade é uma dama que se veste na moda..

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