sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Eu vi o seu clone



Eu vi o seu clone.
Se você pudesse ter um clone, exatamente idêntico ao que você é e  ele passasse ao seu lado, ou mesmo parasse à sua frente, se o notasse, provavelmente não o reconheceria como idêntico.
Se você o ver, irá olhá-lo com olhar superior, julgará sua estética com arrogância. Notará suas linhas de expressão facial, a cor do cabelo e se está fora do peso idealizado.
Para você talvez seja uma figura tosca, um Ser  mais velho, talvez até idiotizado...Todos os defeitos dele estarão em evidência.
Ele não lhe representará, mesmo que seja clone, ou, réplica exata.
Isso tudo ocorre porque a única imagem que a maioria das pessoas têm na cabeça é a projetada não a real. Aliás, quem conhece a própria imagem? Alguém já ficou de frente consigo mesmo?  Ou ficou de frente a um espelho ou à uma fotografia de si  e a partir daí construiu uma representação de sua estética ? Observe que tanto espelhos como fotografias não são exatamente réplicas do real, são apenas aproximações, auxiliadas pelo que decidimos ver.
Não nos conhecemos, o que sabemos de nossa aparência vem de terceiros......seja do espelho, das lentes fotográficas ou dos olhos dos outros.
Nossa imagem real está sempre muito distante de nós..
Assim como julgamos os outros, também julgaríamos nosso próprio clone...pois em nossa vaidade, não conhecemos nossos defeitos maiores e sim os dos outros...
A verdade é que você nunca viu você, jamais terá certeza de quem você é. Não se verá velho, apenas se sentirá.  
Fora da retina alheia, ou de espelhos, você não existe. Sua auto-imagem é limitada demais. 
Estamos proibidos de nos olhar nos olhos. Caso pudéssemos fazer isso, talvez nos tornássemos mais humildes e melhores...

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Realidade que te quero...

A realidade de cada dia.....
A realidade muda a cada segundo mas o que chamamos de realidade?
Realidade é aquilo que existe por si mas também é aquilo que está muito distante de nosso conhecimento. Isso porque só apreendemos a realidade a partir de nossos sentidos cuja a interpretação, baseada em experiência e vivência, é quase sempre falha...
Sem contar que em vários momentos parecemos escolher a realidade que queremos viver baseados em nossa própria vaidade, em nossos desejos e projeções...
Assim, é preciso reconhecer a qualidade da fragilidade do real que temos......O cérebro, por exemplo, é um sujeito enganável..
Quando você esta de frente ao PC, numa rede social como o facebook ou no Skype, você se encanta com pessoas belas que estão adicionadas por seus amigos....Você as conhece e vibra. Você sofre por ansiedade até ela aparecer on-line..Você explode apaixonadamente em sorrisos quando ela surge em seus posts...e você sente ira ao saber que ela está conversando mais com uma outra pessoa virtual, assim como deixa de se alimentar quando ela deixa de frequentar os meios de diálogo digital...É isso, seu cérebro não distinguiu a emoção vinda de uma tela quadrada e teclados com a emoção ao vivo, presencial. Bastou ver uma figura reduzida numa foto e ler palavras digitadas que você entregou todas as suas resistências. Levantou a bandeira branca e sorriu para a situação da mesma forma que sorriria se tudo fosse com toque, com olhos nos olhos......
Realidade é assim que funcionou até hoje, ela só nos chega pelo que dela podemos perceber
É assim o tempo todo..
Vários sofrimentos surgem a partir do que não é real, ou seja, nós criamos a maioria de nossos sofrimentos, justamente por não aceitar a realidade como ela é. Quando crio expectativas sobre algo, estou criando algo que não existe.
E nossa percepção de segurança? Vivemos como se tudo fosse estático e permanente, mesmo sabendo que o chão abaixo de nós possui um conflito de placas tectônicas...Vivemos como se a terra não girasse e não tememos asteroides que podem se colidir com a terra..
Confiamos na pseudo segurança e escolhemos ver o que desejamos ou esperamos..
Assim não existe a realidade, mas as várias realidades..."O mundo é representação minha", como diria Shopenhauer.
Comemos carne e criticamos os cães destratados da China, mas não queremos conhecer a realidade dos nossos matadouros onde vários animais dóceis são criados para morrer de forma ignóbil. Escolhemos comer a carne e não saber de seu passado até chegar em nossa cozinha..
Realidade é isso, ela existe mas parece estar sempre distante, mesmo em vários momentos, existindo formas concretas de encontra-la....... 

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Não são os outros o inferno, é a verdade sobre você que eles portam.

Não são os outros o inferno, é a verdade sobre você que eles portam.

Por que o resgate dos Beagles levantou fúria em alguns?
Porque arrancou o véu que estava sobre a verdade.
Uma vez que ela está exposta...não dá mais para fingir que ela não existe...
É a mesma situação do homem ou mulher, traídos pelo conjugue...Mil vezes acreditar que o Ser amado está se atrasando por causa de trabalho ou por dor de barriga......Seria um inferno alguém dizendo q testemunhou a felicidade dele/dela com outros....
Diante da verdade, não dá mais para manter o conforto da hipocrisia...ou seja, lá no fundo...vc sempre soube q até o ingrediente ativo de seu batom vinha de algumas agulhadas em macacos, ou outros...Nesse mesmo fundo...vc tb sabe q poderia ter ajudado ao menos uma criança de rua......ou ter impedido alguma agressão ambiental....A "vista grossa" acaba diante da quebra do cimento q cobre a verdade.
A verdade: Também somos maus, talvez os únicos maus entre os animais...Fazemos o que tem que ser feito para nos mantermos confortáveis aqui. No entanto, legamos ignorância dessa condição dentro de igrejas, ou, no facebook......
Escondemos o pior de nós como se não fosse parte nossa...
O outro.....é bom.......a verdade é o inferno......
Agora, após a ruptura forçada com a farsa sobre nós que criamos, começa a angústia...ter consciência da escolha.....

terça-feira, 22 de outubro de 2013

sexta-feira, 12 de julho de 2013

O absurdo em Camus

Em seu complexo ensaio, "O mito de Sisifo" de 1942, Albert Camus introduz a filosofia do absurdo.
O que seria o absurdo na vida?
Talvez a vida toda seja o absurdo. Ele foge à lógica que tentamos construir.  É preciso reconhecer o absurdo.
Sisifo é um personagem da mitologia grega, condenado a carregar uma enorme pedra, repetindo o ato todos os dias. O que fazemos exatamente em nosso cotidiano? Estudamos, trabalhamos, cuidamos da casa. Somos reféns da rotina e poucos fogem à ela.
Mas, será que o absurdo da vida exige suicídio?
Não. Se houver suicídio, na maioria dos casos, o absurdo venceu e não acabou. Por isso é preciso, após reconhecer o absurdo, se rebelar, ou ao menos, protestar. A vida exige um sentido.
O absurdo exige constante confronto e consciência dele.
Para Camus, o absurdo é algo que passa a fazer parte da vida do ser humano sem que ele perceba, mas uma vez que seja evidenciado, nunca poderá ser aceito.    

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Epicurismo

Epicurismo, escola do sec. IV aC, fundada pelo filósofo Epicuro de Samos.
Entre seus fundamentos estão:
- Não se deve temer a morte. A nossa existência e a existência da morte nunca estarão no mesmo tempo.
- É inutil temer os deuses assim como suas punições
- Deve se buscar a serenidade.