sexta-feira, 12 de julho de 2013

O absurdo em Camus

Em seu complexo ensaio, "O mito de Sisifo" de 1942, Albert Camus introduz a filosofia do absurdo.
O que seria o absurdo na vida?
Talvez a vida toda seja o absurdo. Ele foge à lógica que tentamos construir.  É preciso reconhecer o absurdo.
Sisifo é um personagem da mitologia grega, condenado a carregar uma enorme pedra, repetindo o ato todos os dias. O que fazemos exatamente em nosso cotidiano? Estudamos, trabalhamos, cuidamos da casa. Somos reféns da rotina e poucos fogem à ela.
Mas, será que o absurdo da vida exige suicídio?
Não. Se houver suicídio, na maioria dos casos, o absurdo venceu e não acabou. Por isso é preciso, após reconhecer o absurdo, se rebelar, ou ao menos, protestar. A vida exige um sentido.
O absurdo exige constante confronto e consciência dele.
Para Camus, o absurdo é algo que passa a fazer parte da vida do ser humano sem que ele perceba, mas uma vez que seja evidenciado, nunca poderá ser aceito.